I'm sick of feeding my soul

I'm sick of feeding my soul

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

to the stars

As estrelas...
Faz alguns dias que vi a seguinte afirmação ''Se as pessoas saíssem de casa toda noite e olhassem as estrelas, aposto que a vida delas seria bem diferente'' e desde esse dia, passei a dar mais atenção à elas.
Uma, duas, três, dezenas, centenas, milhares delas estão voando, rodopiando pelo universo infinito, estão elas a conversar, brincar e nos observar. Todas as habitantes da Via Láctea sonham e tem muita curiosidade em conhecer as estrelas das outras galáxias, assim como nós temos de conhecer vidas em outros planetas.
A constelação Ursa Maior decide embarcar em uma viagem muito perigosa, que envolve meteoros, buracos negros e muitos outros riscos, mas todas as estrelas da constelação Ursa encara qualquer desafio para alcançar o objetivo maior da viagem: Descobrir uma nova constelação, novas amigas, novas conversas, mais felicidade. Tudo está pronto, as estrelinhas já estão de mochilas nas costas, e lá vão elas.
O caminho é bem complicado, algumas não conseguem escapar do inevitável e são sugadas pelo imenso buraco negro, não se sabe para onde esse buraco leva, espero que seja para um lugar tão bonito quanto elas.Mas apesar das dificuldades, uma pequena parte delas atingem o seu objetivo e conhecem uma constelação tão bonita quanto a delas, Lupus, constelação do hemisfério celestial sul.Elas decidem permanecer por lá mesmo, e seguir suas quase infinitas vidas ao lado das novas companheiras.
Foi no dia 14 de Agosto que as estrelas da constelação Ursa Maior conheceram a constelação Lupus, e algo bem interessante aconteceu, a lider das ursas se apaixonou pelo recém chegado lider dos lupus, e o mesmo aconteceu com ele, é a partir dai que começa o mais puro amor de todas as galáxias.
Dia 16 de Outubro, uma garotinha olha para o céu e nota que algo está diferente, está mais vivo, mais belo... foi a união das duas constelações.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O estraga prazeres.

Era noite, por volta das sete, havia muitas crianças na calçada brincando e conversando alegremente uma com as outras.Mas tinha uma que não estava lá fora com as demais, estava em casa, sentada ao lado da mãe e da tia e era obrigada a ouvir aquela conversa chata e desinteressante, conversa de adultos.
Estava louca pra sair correndo pela porta e ir de encontro com seus colegas e poder se divertir um pouco antes de ir para casa e ter que aguentar até o próximo passeio a solidão, afinal ela era filha única.Perguntou a mãe se podia ficar um pouco com seus colegas, mas a mãe negou, dizendo que logo logo elas iriam embora, mas a criança insistiu dizendo que era só um pouquinho, enquanto ela terminava a conversa com a tia, a mãe cede.
Ela sai aos pulos em direção à rua, mas antes de chegar ao seu destino, um arame farpado impede que isso aconteça, ela fica presa, e começa a gritar pedindo ajuda, a mãe e a tia correm imediatamente até o local, a mãe começa a desenrrolar o arame da criança enquanto a tia liga para o seu pai.A mãe e o pai entram em desespero, pois o arame atingiu o pescoço do seu filho, mas mantendo a calma eles retiram e levam seu filho para casa.
Por sorte o arame não atingiu a veia principal, e ela sobreviveu, só leva consigo uma pequena cicatriz, que sente certo orgulho em dizer que foi um corte de arame farpado que teve quando criança.



.essa foi uma das histórias que aconteceu comigo quando eu tinha uns cinco anos,como não tenho muita criatividade, decidi seguir a dica do meu amigo victor e vou contar coisas que aconteceram comigo quando eu era menor. existem muitas, de pouquinho em pouquinho vou contando as que eu lembro. é isso.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Papel

Tentei, juro que tentei
mas não consegui transcrever para este ''papel''.
Talvez ele não queira que as pessoas saibam quão tamanha é a minha felicidade, talvez.
Ou pode ser que ele queira que as pessoas não tomem consciência disso, visto que ela pode se transformar em grande tristeza, caso caia em ouvidos errados...
Talvez seja egoísmo da parte do papel.
Talvez proteção.
De qualquer maneira, tudo isso vem com um toque de medo também.
Voltando para o papel, vou fazer a vontade dele, não vou contar o motivo de tudo isso.
Talvez eu volto, e conto qual é o motivo
quando ele estiver menos egoísta
ou protecionista, sei lá.

domingo, 28 de março de 2010

Das kleine Mädchen.

Existia uma pequena garotinha que tinha o costume de fazer todos os dias a mesma coisa, pular as nuvens.Era sagrado, toda tarde lá estava ela a pular junto de um dos seus melhores amigos, o pôr-do-sol.

Depois de pular e se esbanjar em muitas nuvens, a pequena ia descansar na lua, onde ficava a conversar horas e horas com outras amigas, as estrelas.Frequentemente perguntavam o por que da garotinha sempre estar sozinha, e a menina um dia explicou.

Ela nasceu em um canto muito belo, repleto de cores, tinha todos os motivos para ser feliz, mas no entanto não era.Nunca conheceu os pais, e então certo dia decidiu ir a procura deles, ou de alguém que pudesse lhe amar e fazer a garotinha feliz, realizando assim o que ela sempre sonhou.

Mas com o tempo percebeu que as pessoas eram bem diferentes do que ela imaginava;na procura dos pais ou desse alguém viu que muitos dos humanos eram desumanos, cruéis e não se preocupavam com o planeta em que viviam, assim destruindo cada vez mais ele.Logo concluiu que não poderia ser amada por algum deles, já que não conseguem amar nem o próprio planeta em que vivem, e desistiu.

No caminho de volta para o lugar onde nasceu, a garotinha achou um potinho com uma espécie de pó, bem colorido.Resolveu jogar todo ele para o alto, e enquanto o pó caia sobre os seus cabelos, ela pensou em duas coisas: em como seria legal tornar esses desumanos, em humanos de verdade e ter o poder de falar com a natureza.

O pó realizou o segundo pensamento da garotinha, e com isso descobriu o quão mágica a natureza era, decidiu que daquele momento em diante, as árvores, animais, plantas, flores eram seus pais.Terminava de explicar para as estrelas.

E em relação ao primeiro pensamento, bem ...

A pequena garotinha já não é mais tão pequena assim, e o pensamento que fez quando era jovem, ainda não se realizou.

Já faz um bom tempo que isso aconteceu, e ela continua a esperar que esse pensamento se realize.

terça-feira, 9 de março de 2010

O mundo devia, mas não é composto de domingos.

'' Café e jornais devem estar à nossa espera no momento preciso no qual violentamos a ausência do sono e voltamos à tona. Esse milagre doméstico tem de ser. Da área subir uma dissonância festiva de instrumentos de percussão - caçarolas, panelas, frigideiras, cristais - anunciando que a química e a ternura do almoço mais farto e saboroso não foram esquecidas. Jorre a água do tanque e, perto deste, a galinha que vai entrar na faca saia de seu mutismo e cacareje como em domingos de antigamente. Também o canário-belga do vizinho descobrir deslumbrado que faz domingo.
Enquanto tomamos café, lembrar que é dia de um grande jogo de futebol. Vestir um short, zanzar pela casa, lutar no chão com o caçula, receber dele um soco que nos deixe dolorido e orgulhosos. A mulher precisa dizer, fingindo-se muito zangada, que estamos a fazer uma bagunça terrível e somos mais crianças do que as crianças.
Só depois de chatear suficientemente a todos, sair em bando familiar em direção à praia, naturalmente com a barraca mais desbotada e desmilinguida de toda a redondeza.
Se a Aeronáutica não se dispuser esta manhã a divertir a infância com os seus mergulhos acrobáticos, torna-se indispensável a passagem de sócios da Hípica, em corcéis ainda mais kar do que os própios cavaleiros.
Comprar para a meninada tudo que o médico e o regime doméstico desaconselham: sorvetes mil, uvas cristalizadas, pirulios, algodão-doce, refrigerantes, balões em forma de pinguim, macaquinhos de pano, papa-ventos. Fingir-se de distraído no momento em que o terrível caçula, armado, aproximar-se da barraca onde dorme o imenso alemão pra desferir nas costas gordas do tedesco uma vigorosa paulada. A pedagogia recomendada não contrariar demais as crianças.
No instante em que a meninada já começa a encher, a mulher deve resolver ir cuidar do almoço e deixar-nos sós. Notar, portanto, que as moças estão em flor, e o nosso envelhecimento não é uma regra geral. Depois, fechar os olhos, torrar no sol até que a pele adquira uma vida própia, esperar que os insetos da areia nos despertem do meio-sono.
A caminho de casa, é de bom alvitre encontrar, também de calção, um amigo motorizado, que a gente não via há muito tempo. Com ele ir às ostras na Barra da Tijuca, beber chope ou vinho branco.
O banho, o espaçado almoço, o sol transpassando o dia. Desistir à última hora de ver o futebol, pois o nosso time não está em jogo. Ir à casa de um amigo, recusar o uísque que este nos oferece, dizer bobagens, brigar com os filhos dele em várias partidas de pingue-pongue.
Novamente em casa, conversar com a família. Contar uma história meio macabra aos meninos. Enquanto estes são postos em sossego, abrir um livro. Sentir que a noite desceu e as luzes distantas melancolizam. Se a solidão assaltar-nos, subjugá-la; se o sentimento de insegurança chegar, usar o telefone; se for saudade, abrigá-la com reservas; se for a poesia, possuí-la; se for o corvo arranhando o caixilho da janela, gritar-lhe alto e bom som: never more.
Noite pesada. À luz da lâmpada, viajamos. O livro precisa dizer-nos que o mundo está errado, que o mundo devia, mas não é composto de domingos. Então, como uma espada, surgir da nossa felicidade burguesa e particular uma dor viril e irritada, de lado a lado. Para que os dias da semana entrante não nos repartam em uma existência de egoísmos.''


Isso foi uma parte que eu achei interessante do livro chamado: O Balé do Pato. E que decidi colocar aqui.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Caminhada.

Por que ela não pode sair para passear e conhecer as coisas boas do mundo?
Porque a mãe teme que ela conheça as coisas más desse mundo.
Ela passa a julgar a mãe.
Mas com o tempo percebe que isso é normal,
e que no futuro fará o mesmo com seus filhos.
Aprende alemão,que desde então era tão desejado.
A pequena menina cresce,e se torna uma competente e renomada arquiteta,que viaja o mundo todo.
Sem se esquecer da alemanha,é claro.
Encontra seu companheiro.
Que talvez não seja um príncipe encantado.
Ela passa sua vida toda com ele.
Filhos,muita chuva e a mãe.
A mãe se vai,e deixa um grande abismo em seu peito,assim como o pai.
Mas a vida tem que continuar.
Alegrias,tristezas,brigas,chuvas,filhos e netos.
Um dia tudo isso acaba.
E será que vai voltar?
Ninguém sabe.

Niemand weiß ...